O velho hábito de levar para o trabalho a comida feita em casa tem se tornado mais comum, com direito a novos adeptos e até releituras feitas por chefs profissionais!

O ato de preparar em casa a refeição para levar para o trabalho já se tornou tão arraigado na nossa cultura que a marmita virou quase um patrimônio nacional, tal qual o prato feito. Dos camponeses aos executivos de empresas, a receita caseira fundada em ingredientes simples, baratos, mas ao mesmo tempo frescos, saborosos e de fácil preparação, se tornou um emblema dessa relação trabalhador x comida.
Esse hábito tem se tornado ainda mais presente na nossa sociedade moderna, em que a busca por uma alimentação mais saudável em meio aos restaurantes fast food e ao tempo cada vez menor para sair do escritório tem se tornado uma preocupação mais presente na vida das pessoas. Tudo por causa da praticidade, do preço e da vantagem de comer um alimento escolhido e preparado por você mesmo, com seus temperos, seu gosto e até suas restrições.
Levar marmita para o trabalho é uma nova tendência de comportamento nos escritórios e empresas. Hoje, com as pessoas mais interessadas em culinária e mais dedicadas à prática do fogão, levar marmita ganhou outro status. Se antes muitos tinham vergonha de levar comida pronta ao trabalho, essa onda de se preocupar mais com o que se leva à boca permitiu às pessoas mais conscientes com a alimentação serem vistas com outros olhos pelos seus pares. E que se sintam mais encorajadas a preparar – e comer – suas próprias receitas. Outro fator que ajudou na revitalização da marmita, ou pelo menos que ela fosse encarada sem preconceito, foi a releitura que alguns chefs brasileiros fizeram desse antigo hábito.

Entre as receitas desenvolvidas pela banqueteira Neka Menna Barreto, a marmita está entre as opções oferecidas nos eventos que costuma fazer. “Eu amarro a marmita em um pano, faço um nó, e coloco uma colher ou garfo enlaçados e sirvo assim. As pessoas adoram porque isso remete a um cuidado da comida feita em casa, preparada com carinho. A marmita alimenta o estômago e as lembranças”, afirma. Neka diz que esse costume mostra uma forma de educação, de querer preservar a comida da sua casa. “Quando eu vejo uma pessoa que carrega sua marmita, penso que ela é bem-educada. Porque é uma questão de educação, de querer preservar a comida da sua casa. Significa que a pessoa teve uma mãe, avó ou alguém que cozinhou para ela na infância”, diz.
E você, já é adepto? Viva a mudança!
Via: Vida Simples