Para comemorar os 45 anos de história da S.C.A., durante o ano iremos trazer
a você posts que mostram a trajetória de nossa empresa. Uma história de um
sonho e da conquista, não só de seu fundador Augusto Manfroi, como a de
todos que fizeram, e ainda fazem, parte dela.
Aumento de volume na produção, um espaço para administração, avanço na informatização e divisões de tarefas, este foi o início da nova sede da S.C.A. Em 1986, no primeiro ano do parque fabril situado no Vale dos Vinhedos, a empresa deu um salto no número de funcionários e produção, parte devido à euforia inicial do novo Plano Cruzado, mas também da necessidade do mercado em atender os magazines.
O foco era vender kits prontos, de quatro e seis portas, e a exigência dos clientes não era pela qualidade, mas sim pela rápida entrega e menor custo. A competitividade era grande e a S.C.A. teve que buscar formas de cumprir estes dois requisitos básicos. Nesta época, o mercado brasileiro já havia sido desbravado pela empresa, que já podia se orgulhar de estar presente em muitas redes de lojas em grande parte do território do país.
Mas a visão estratégica para fechar negócios não se limitava ao Brasil. O mercado era amplo, muitos países poderiam ser conquistados, e, em uma viagem com um representante ao Chile, Sérgio Manfroi abriu a primeira porta para o mundo. Estava encaminhada a primeira exportação da S.C.A. para a cidade de Iquique, no Chile. Assim, da pequena casa na Rua Humaitá, a S.C.A. se abria para o mundo, não mais com as pias, mas com os móveis, marcando de vez a sua vocação.

A lógica da S.C.A. até o final dos anos 80, para atender os magazines, era produzir cada vez mais em menos tempo. E este foco era na fábrica, na estrutura, nos processos e na produtividade. Só que sem nenhuma valorização dos diferenciais entre as empresas, a concorrência se tornava muito difícil, e a fidelização dos clientes era impossível, já que os magazines queriam saber de preço.
Com as viagens ao exterior mais frequentes, a S.C.A. ampliava o seu conhecimento de mercado e estratégico. E percebe que a hora de inovar tinha chegado novamente. “Quando voltava da Itália, a gente percebia que as empresas que se sustentavam só em cima da produtividade, quebravam. As que sobreviviam eram as que ofereciam algo diferente, ou agregavam valor aos móveis”, comenta Cláudio Manfroi. A S.C.A. estava disposta a mudar, trazer algum diferencial aos seus produtos, buscar maior valor agregado. Os anos 90 começavam com este grande desafio. E a S.C.A. estava pronta para enfrentá-lo.